Rio: PMs e GMs brigam em praia

Uma confusão envolvendo guardas municipais (GMs), policiais militares (PMs) e bombeiros, ocorreu na tarde desta quinta-feira, na Praia do Arpoador, na Zona Sul do Rio.

Segundo informações da assessoria do vereador Jones Moura, que também é guarda municipal, durante um patrulhamento de rotina do Grupamento Especial de Praia (GEP), na Avenida Francisco Behring, em frente ao Posto 7, na Praia do Arpoador, quatro carros estacionados irregularmente, foram multados pelos GMs. No entanto, no momento em que iria ser feito o reboque dos veículos, um bombeiro teria tentado impedir ação da Guarda Municipal, pois, os automóveis pertenceriam a bombeiros salva-vidas e a PMs que estavam de serviço na orla.

Ainda de acordo com a assessoria de Jone Moura, quando os guardas municipais solicitaram o reboque dos veículos, o dono de um deles, um bombeiro, tentou impedir a ação. Agentes do Corpo de Bombeiros que atuavam em outros pontos da orla da Zona Sul foram ao local, além de policiais militares, dando início à confusão. Em meio às discussões, um salva vidas teria pego o bastão de um dos GMs e o jogado no mar. Já um PM teria sacado uma arma em direção os agentes do GEP.


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Um dos guardas municipais que estava na delegacia, mas preferiu não se identificar, disse que os carros eram particulares, por isso tinham que ser apreendidos, porque estavam num local que era proibido estacionar. Ele afirmou ainda, que a Praia do Arpoador é uma área de proteção ambiental e somente carros oficiais da PM e Corpo de Bombeiros podem para naquela localidade.

Após a confusão, todos foram para a 14ª DP (Leblon), onde prestaram depoimento. De acordo com o delegado titular da 14ª DP, Antenor Martins Junior, o caso foi registrado como lesão corporal mútua, em que a agressão vem das duas partes. Ninguém ficou detido.

O GLOBO tentou conseguiar a identificação dos envolvidos na confusão com na 14º DP, mas não obteve retorno.

No começo da madrugada desta sexta-feira, os guardas municipais ainda estavam na 14ª DP, para pegar o registro de ocorrência, e prestar um novo depoimento. Segundo o delegado, o computador da delegacia teve um problema e apagou os depoimentos dos agentes do GEP.

Tanto a Polícia Militar, quanto o Corpo de Bombeiros, ainda não se pronunciaram sobre o ocorrido.


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