Um dia depois de condenação, PT lança pré-candidatura de Lula

Só pode ser provocação. Um dia depois de o Tribunal Regional Federal da 4ª Região ter mantido por unanimidade a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT realiza nesta quinta-feira 25 uma reunião da Executiva Nacional do partido para reforçar a candidatura do petista à Presidência da República e lançá-lo oficialmente como pré-candidato às eleições deste ano. Lula foi recebido pela militância com gritos de “Brasil urgente, Lula presidente”.

A reunião acontece na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás, bairro da região central de São Paulo. Os principais quadros do PT participam do encontro, como a ex-presidente Dilma Rousseff, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel e o ex-governador da Bahia Jaques Wagner — nome mais cotado na legenda para substituir Lula caso ele fique inelegível.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que o plano B do partido para a eleição também é o ex-presidente Lula, mesmo após a condenação dele em segunda instância. “O evento de hoje tem o objetivo de recuperar a democracia e inocentar Lula“, disse Teixeira. “Além disso, queremos recuperar os direitos que estão sendo tirados”, acrescentou.

Presidente do partido, a senadora Gleisi Hoffmann disse que não falaria sobre a condenação, mas afirmou que a reunião era importante em virtude “do momento que estamos vivendo”. Ela agradeceu o apoio dos partidos PCdoB, PSOL, PSB, PDT e o PCO e também ao senador Roberto Requião (MDB), além de movimentos sociais e sindicatos do Brasil e de outros países. “Desde 2014, não via mobilização tão grande da militância. É possível a consolidação da centro-esquerda para enfrentar retrocesso.”

Logo depois da condenação do TRF-4, Lula participou de um ato na Praça da República, no centro da capital, no qual afirmou que anunciaria a pré-candidatura durante a reunião da executiva nesta quinta. O ex-presidente disse na manifestação que não pensava em ser presidente de novo, mas que decidiu se candidatar por ter se sentido provocado.

“Eu já nem queria mais fazer política. Eu já tinha sido presidente. Mas parece que tudo que eles estão fazendo é para evitar que eu seja candidato. Mas essa provocação é de tal envergadura que me deu uma coceirinha e agora eu quero ser candidato”, disse Lula.

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