Mais duas crianças morrem após vigia atear fogo em creche; número de mortos chega a nove

A assessoria de comunicação do Hospital Santa Casa de Montes Claros confirmou, na tarde desta sexta-feira (6), a morte de mais duas crianças, ambas de quatro anos, que estavam internadas em estado grave na instituição, vítimas do ataque ocorrido em Janaúba nesta quinta-feira (5).

Com a nova atualização, o número de crianças mortas sobe para sete.

Cecília Davina Gonçalves Dias teve o óbito confirmado por volta das 13h15; e Yasmin Medeiros Salvino às 14h21. A creche em que elas estavam foi incendiada pelo vigia noturno Damião Soares dos Santos, de 50 anos, segundo a polícia. Ele também morreu horas depois.

Também na noite desta quinta morreu, em Janaúba, a professora Helley Abreu Batista, de 43 anos. Ela estava com 90% do corpo queimado. Assim, o total de mortos é de nove pessoas.

Outras crianças e funcionários da creche ficaram feridos no ataque. Nesta sexta-feira (6), 43 pessoas seguiam internadas em hospitais de Janaúba, Montes Claros e Belo Horizonte, de acordo com informações do Corpo de Bombeiros. Entre os feridos que seguem em hospital, 39 são crianças.

Duas funcionárias da creche, que estão em estado grave, foram transferidas de helicóptero de Janaúba para Belo Horizonte, na manhã desta sexta-feira.

O Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, também recebeu na madrugada mais quatro crianças feridas. Unidade é referência no estado em tratamento de queimaduras.

Vítimas

Ana Clara Ferreira Silva, 4 anos

Luiz Davi Carlos Rodrigues, 4 anos

Juan Pablo Cruz dos Santos, 4 anos

Juan Miguel Soares Silva, 4 anos

Renan Nicolas Santos, 4 anos

Yasmin Medeiros Salvino, 4 anos

Cecília Davine G. Dias, 4 anos

Helley Abreu Batista, professora, 43 anos

Autor do ataque

De acordo com a prefeitura, Damião Soares dos Santos era funcionário efetivo desde 2008. Ele ficou de férias de julho a agosto e, ao retornar ao trabalho, no mês de setembro, alegou problema de saúde e foi afastado.

Ainda segundo a prefeitura, Damião foi à creche na manhã desta quinta entregar o atestado médico e cometeu o crime. A prefeitura não informou qual era o problema de saúde alegado pelo funcionário.

Ele foi levado para o hospital com queimaduras no corpo inteiro e morreu cerca de três horas depois. O motivo do ataque ainda não foi esclarecido.

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