Para bom entendedor, pingo é letra

Certos julgamentos, avaliações e certezas, podem variar conforme os nossos interesses e as necessidades próprias. É fácil desandar impropérios naquilo que nos ‘sai do controle’, naquilo que não podemos controlar ou mandar, o difícil é aceitar que o outro fez e faz melhor do que a nossa limitada imaginação e criação.

Quando nos julgamos melhores do que os outros, e a vida nos mostra o caminho inverso, é natural a reação de desacreditar e desprezar o valor daquilo que jamais valorizamos. É compreensível a frustração de ter que aceitar que erramos e fizemos avaliações equivocadas, o difícil é ter a humildade para externar esse sentimento.

Aquilo que desfazemos ou não valorizamos hoje, amanhã, pode tornar-se o trampolim da valorização de nossas ambições e desejos pessoais, por isso, recorrer ao que não valorizamos tem o mesmo peso da nossa mediocridade fantasiada de inteligência.

A arrogância de nos sentirmos superiores aos nossos ‘adversários’ é da mesma grandeza do nosso ego, mas a realidade é muito mais dolorosa do que o tamanho do próprio universo, quando percebemos a nossa impotência sazonal.

Reconhecer, mesmo calados, que a nossa incapacidade maquiada pela ‘indiferença’ é a nossa arma de proteção, só serve para enganar a nós mesmos, mas jamais sequer enganaremos aqueles que pensam mais do que nós; mentes brilhantes.

Achar que somos alguma coisa valorosa nesse universo, quando não somos, só evidencia a nossa mediocridade, pois o que vale não são as intenções e as palavras; o que vale são os resultados e a história. Querer ser e não ter, é tão sólido como a gelatina, mas o que vale mesmo é não ter e ser, isso sim é sólido como o diamante, o mineral mais resistente do mundo. Existe um ‘leve’ diferença entre o diamante e um grão de areia dentro do esterco.

Léo Vilhena

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