Neymar

Um vencedor fora de campo, Neymar continua gerando polêmica quando está fazendo o que mais gosta, em campo. Na ultima quarta (14) foi alvo de críticas ácidas por parte de alguns comentaristas esportivos, mas também recebeu elogios sinceros. Questionar o talento futebolístico do ex-joia do Santos FC é perda de tempo, até porque ele é o mais cotado hoje para tornar-se melhor do mundo. Considerando o simples fato de que o tempo passa para todos e, neste quesito, Messi e Cristiano Ronaldo estão de saída.
O mais engraçado é que enquanto o PSG dominava o adversário, fato bem notado ao longo do primeiro tempo, e vencia a partida, os cronistas que mudam de opinião a cada lance, eram só elogios. Corajoso, o time francês foi pra cima do Real em plena Madri e abriu o placar. Teve tudo para conseguir um resultado para “matar” o time espanhol, dono da maior estrutura clubística, da maior torcida e de uma galeria de títulos que dispensa comentários.
Mas ai apareceu um pênalti em uma jogada “infantil” e gol do português, que até não tem habilidade de Messi, Neymar e outros, mas balança as redes como ninguém e, como todos sabemos, o que vale é bola na rede. Até a metade do segundo tempo, o PSG continuou tentando impor seu futebol e até teve chances para ampliar. O problema foi o tal do “quem não faz, leva”.
Numa infiltração pelo lado esquerdo a bola foi cruzada na pequena área e Cristiano Ronaldo, sempre bem colocado, fez um gol esquisito, tocando a bola de joelho. Coisa de artilheiro. Foi o suficiente para desequilibrar o time francês e, com o barulho da torcida, que até andou um tanto silenciosa durante a maior parte do jogo, chegar ao terceiro. Também pelo lado esquerdo e num chute meio mascado de Marcelo.
Pronto, estava armado o cenário para os chamados “abutres” cairem de pau em quem? Claro, Neymar. Na minha visão, o craque, que ficou devendo na Copa 2014, já construiu uma carreira que merece respeito. Ajudou a dar o primeiro título olímpico ao Brasil e a classificar a seleção de Tite com enorme folga nas eliminatórias.
Mas a vida é assim, quem ganha mais tem de entrar em campo e resolver. Uma cobrança histórica na história do futebol. Mas o atacante do PSG não tem culpa de “chamar” dinheiro. O caras da grana querem pagar e o problema é deles, simples assim. E danem-se os invejosos.
Neymar não foi brilhante, mas teve atuação destacada no jogo. Faltou balançar a rede, mas driblou, cruzou, criou e até na hora do gol de seu time participou da jogada atrapalhando o adversário. Ainda precisa corrigir algumas coisas como cair às vezes seu causa, receber cartões amarelos desnecessários e, às vezes, ter pavio curto e apelar contra alguns adversários.
Carrega um peso enorme neste duelo com o Real, mas perdeu apenas uma batalha e não a guerra. Tem o jogo de volta. Está mais difícil, em tese. São dois grandes elencos e tudo pode ocorrer, até mesmo uma desclassificação do time espanhol.
SERGIO NEVES é jornalista

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