MS: Preso por estupros em condomínio usava bilhetes para se comunicar com garotos

Preso nesta terça-feira (7) suspeito de estuprar garotos em um condomínio, em Campo Grande, o suspeito de 56 anos, conhecido como ‘Tio Zé’ usava um caderno para se comunicar com as vítimas, um total de oito garotos.

Informações da polícia são de que o homem foi preso por volta das 6h30 desta terça (7), na região do Jardim Aeroporto, na residência de parentes. Ele estaria morando em uma casa no Jardim Los Angeles.

Na residência, os policiais apreenderam DVDs, dois celulares e um caderno onde continha recados deixados pelos garotos sobre encontros marcados com o suspeito. Ainda na casa foram encontrados jogos de baralho e bozó, que eram usadas pelos meninos.

Todo o material apreendido será periciado e o suspeito deverá prestar depoimento na tarde desta terça (7), na Depca (Delegacia Especializada de Atendimento a Criança e ao Adolescente).

Além do dinheiro, doces e jogos eletrônicos, o suspeito conhecido como ‘Tio Zé’ disponibilizada a senha do Wi-Fi para se aproximar e manter as vítimas por perto.

Entenda o caso

As denúncias de abuso vieram à tona depois que moradores desconfiaram da atitude de um morador – flagrado entregando dinheiro a uma das vítimas – e decidiram perguntar o motivo. Em áudio, gravado pelos próprios vizinhos, um menino, de apenas 12 anos, revela que era abusado em troca de dinheiro, há aproximadamente um ano.

Na gravação, o garoto divulga o nome de outras vítimas que também recebem dinheiro e podem ter sido abusadas. O Jornal Midiamax conversou com a mãe de uma das vítimas citadas no áudio, que informou que a primeira denúncia foi feita ao disque 100, no dia 9 de outubro. Na ligação, a mulher terido sido orientada a procurar a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) para registrar o ocorrido.

Após o registro, o menino foi encaminhado para a realização de um exame de corpo de delito para a constatação do crime de abuso sexual. O resultado do exame, de acordo com a mãe, saiu no dia 16 de outubro, confirmando o estupro. No mesmo dia, a criança teria sido ouvida na unidade especializada em proteção à criança por psicólogas, por cerca de três horas.

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