Lutador que estuprou e matou enteado, e depois foi estuprado na cadeia, tem recurso negado

O professor de jiu-jitsu Daryell Dickson Menezes Xavier que espancou e estuprou o enteado até a morte em Taguatinga, Brasília, em 2014, e pelo crime foi condenado à 22 anos de prisão, teve hoje (07/11) o seu recurso negado e seguirá preso.  A vítima era Miguel Estrela, que tinha apenas 1 ano e 11 meses à época, e era filho da companheira do lutador.

Entenda o caso
De acordo com denúncia do Ministério Público do DF e dos Territórios, a criança teria sido agredida pelo padrasto em 27 de março de 2014. Por volta de meio-dia, o professor de jiu-jitsu esperou a companheira sair da residência para trabalhar e agrediu fisicamente o bebê, causando as lesões que o levaram à morte. O processo correu em segredo de Justiça. Miguel chegou a ser socorrido e ficou dois dias no hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o MP, o crime teria sido praticado por motivo fútil e de forma cruel, demonstrando uma brutalidade fora do comum. Segundo a apuração, o réu estava no interior da residência quando passou a agredir a criança, que entrou em convulsão. Após ser levada para o hospital, foram constatadas as lesões sofridas, dentre elas traumatismo craniano.

Estupro na cadeia

Segundo a polícia, na cela onde estava, Daryell disse que era professor de jiu jitsu e ameaçou e intimidou os presos e que se caso alguém fizesse graça com ele poderia se dar muito mal.  Assim que souberem os motivos que levaram à prisão do lutador, 20 presos se juntaram para abusar do estuprador.

Segundo o Delegado, o que fizeram com o professor de jiu jitsu foi algo estarrecedor; fizeram ele beber a urina dos presos, comer fezes e foi abusado de uma forma selvagem durante dois dias seguidos por 20 presos, alguns deles aidéticos, disse o delegado.

O professor de jiu jitsu foi encaminhado (foto) até uma unidade de saúde e posteriormente transferido para o Hospital de Base em Brasilia, para passar por uma cirurgia no ânus e cuidar dos diversos ferimentos. Ainda com pontos no ânus, o detento foi colocado de volta na mesma cela três dias depois da alta hospitalar e novamente, foi abusado e estuprado pelos presos de sua cela. Foram mais dois dias de violência descabida e sua ‘alimentação’ básica era fezes e urina.

Fotos divulgadas na internet mostram o autor sendo medicado após ter sido estuprado. A família do rapaz prometeu processar a secretaria da segurança pública de Brasília por não cuidar da segurança dos presos. “O que fizeram com ele foi uma maldade” disse a mãe do estuprador.

Familiares do professor suspeitam que o pai do menino morto e estuprado por ele, tenha pago alguma facção criminosa para realizar o serviço. Um dos celulares apreendidos na cadeia trazia a seguinte mensagem “Já foi pago, agora faz o estrago, é pra estragar bem”. Advogado da família diz que na primeira investigação da polícia essa frase foi registrada e que do nada ela foi tirada dos autos.

O pai do menino foi chamado para depoimento e nega que tenha feito qualquer contato dessa natureza e lamenta pelo que passou o estuprador e disse que não deseja isso pra ninguém, e foi dispensado. Delegado disse que não ha nada que ligue o pai do menino a ação criminosa dentro do presídio e que não vai instaurar inquérito incluindo o nome do pai do garoto.

A secretaria de segurança se pronunciou alegando que brigas e confusões ações dentro do presídio sempre ocorreram e que é impossível controlar isso dentro das cadeias.

Daryell Dickson Menezes Xavier (Assassino). Gabrielle Estrela (Mãe) e a vítima

 

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