Julgamos pois somos ‘juízes dos outros’, mas nunca de nós mesmos

Temos a tendência natural de julgarmos as pessoas e classificarmos suas atitudes. Num geral, julgamos os outros por nos sentirmos superiores àqueles que estão próximos de nós, seja por condições financeiras, intelectuais e até mesmo por causa de nossas relações interpessoais.

Julgamos pois somos ‘juízes dos outros’, mas nunca de nós mesmos.

Acreditamos que o erro, o pecado e o ‘vacilo’ do outro sempre é maior do que o nosso. Achamos que os nossos erros são ‘involuntários e compreensíveis’, mas os erros dos outros são ‘voluntariosos e incompreensíveis’, por isso a nossa frieza em desmerecer os erros alheios e não aplicarmos a compreensão e o perdão. Os outros nunca tem razões e justificativas, diferente de nós que sempre temos um ‘porque’ de nossos erros.

Os nossos fracassos e erros sempre tem uma ‘justificativa’ mas os erros e os fracassos dos outros, tratamos com impiedade e alijados de respeito, isso deve ao fato de nos sentirmos superiores aos outros. Ou não é assim que a ‘banda’ toca? O simples fato de não concordar com essas afirmações, já são indícios de sua soberba!

É assim que gira a humanidade, achamos que somos melhores do que os nossos irmãos. Julgamos pois somos ‘juízes dos outros’, mas nunca de nós mesmos.

Os nossos pecados, mesmo diferentes dos outros, ainda assim nos faz igualmente pecadores como os outros pecadores. Os erros apenas são diferentes uns dos outros, mas são erros.

Pecados são diferentes, mas todos são pecados e pecadores. Temos que mudar nossa mente e postura e compreendermos que todos somos iguais perante Deus e todos somos pecadores. A bíblia já diz: ‘Não há homem bom que não cometa pecado (sobre a terra)’. Por acaso (perceba o deboche) não foi Deus quem disse que não devemos julgar o próximo? Se foi Deus e se você é um cristão, poque você julga e é impiedoso com o outro pecador? Porque você exige que sejam piedosos com você, mas por que você é impiedoso com os erros do seu irmão?

O nome dessa atitude é hipocrisia.

Quando se trata dos outros, somos juízes impiedosos, mas com os nossos erros, somos apaziguadores generosos: sempre temos uma justificativa para os nossos erros e pecados. Os nossos deslizes sempre tem justificativa, mas os dos outros…

Eu e você não somos melhores uns do que os outros: todos temos os mesmos deslizes, só com formatos diferentes.

Seja humilde e trate seu irmão com compreensão!

Léo Vilhena

 

 

Sugeridas para você

%d blogueiros gostam disto: