Impunidade do caso Araceli marca combate à exploração sexual infantil

Araceli Cabrera Sánchez Crespo (Vitória, 2 de julho de 1964 – Vitória, 18 de maio de 1973) foi uma criança brasileira assassinada violentamente em 18 de maio de 1973, os suspeitos são Paulo Constanteen Helal e Dante Michelini. Seu corpo foi encontrado somente seis dias depois, desfigurado por ácido e com marcas de extrema violência e abuso sexual. Os suspeitos, pertencentes a famílias influentes do Espírito Santo, jamais foram condenados, mesmo com fortes evidências de que este não foi o primeiro crime da dupla. Posteriormente, a data da morte de Araceli foi transformada no Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes pelo Congresso Nacional.
O crime: 
Araceli era a segunda filha do eletricista Gabriel Crespo e da boliviana radicada no Brasil Lola Sánchez.  No dia 18 de maio de 1973, Araceli, então com 8 anos de idade, saiu de casa normalmente para ir à escola e não retornou mais.
As investigações conduziram à hipótese do sequestro. Segundo a promotoria, Araceli esperava o ônibus depois da escola no dia 18 de maio de 1973, quando Paulo Helal, que estava em seu Mustang branco, pediu para Marislei dizer à menina que “Tio Paulinho” a chamava para levá-la para casa.
Foi comprovado que a menina foi mantida em cárcere privado por dois dias, no porão e no terraço do Bar Franciscano, que pertencia à família Michelini. Tudo sendo do conhecimento de Dante Michelini, pai de um dos acusados, conhecido como Dantinho. Os rapazes, sob efeito de drogas, teriam lacerado a dentadas os seios, parte da barriga e a vagina da menina. Os acusados ainda permaneceram com o corpo; mantiveram-no sob refrigeração e jogaram-lhe um ácido corrosivo para dificultar a identificação do cadáver de Araceli. Em seguida, jogaram os restos mortais da menina num terreno próximo ao mesmo Hospital Infantil.
Apesar de Paulo e Dantinho serem os principais suspeitos e de haver algumas testemunhas contra eles, os dois jamais foram condenados pela morte da Araceli, na época com 8 anos de idade. De acordo com o relato de José Louzeiro, autor do livro Araceli, Meu Amor, o caso produziu 14 mortes, desde possíveis testemunhas até pessoas interessadas em desvendar o crime. Ele próprio, enquanto investigava o crime em Vitória para produzir seu livro-reportagem, teria sido alvo de uma tentativa de “queima de arquivo”. De acordo com ele, um funcionário do hotel onde o escritor estava hospedado, pertencente à família Helal, teria lhe alertado de que ele estava correndo risco de morte.
o corpo foi localizado no matagal

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