Ex-namorado que matou dançarina é condenado a 11 anos

O administrador Anderson Rodrigues Leitão, de 27 anos, foi condenado pelo júri popular, na noite desta terça-feira, a 11 anos e 4 meses de prisão pela morte da ex-namorada.

O crime aconteceu em novembro de 2015, na Zona Sul de São Paulo, onde a vítima morava. Anderson confessou ter esganado a namorada após uma discussão.

Do total da pena, dez anos foram determinados pelo homicídio qualificado e um ano e quatro meses por furto simples, em regime inicial fechado. Além de matar a ex-namorada, Leitão furtou US$ 700, 80 libras, R$ 800, celular e cartão bancário da vítima.

Até esta terça-feira, o acusado cumpria prisão preventiva na Penitenciária masculina de Tremembé. A sentença foi lida pelo juiz Roberto Zanechelli, da 1ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda.

Os jurados afastaram a qualificadora feminicídio (quando a mulher é morta em razão do gênero) e ocultação do cadáver. O Ministério Público havia pedido isso porque Leitão manteve o corpo da vítima por três dias dentro do apartamento, com incensos acesos e um ventilador ligado, para evitar que o cheiro forte chamasse a atenção de vizinhos.

Natural de Fortaleza, Anderson foi ao prédio onde Ana Carolina estava dias antes do crime e, segundo a polícia, foi retirado do local a pedido da dançarina. Ela reclamava a parentes e amigos que o ex a perseguia. A família chegou a pedir que ela orientasse funcionários do prédio a proibir a entrada de Anderson. No dia do crime, porém, Ana Carolina deixou que o ex subisse.

Ana Carolina no Faustão

ENTENDA O CASO

Após dois anos, o administrador Anderson Rodrigues Leitão, de 27 anos, que matou a ex-namorada, a dançarina Ana Carolina de Souza Vieira, de 30 anos, deverá ser julgado na tarde desta terça-feira (5) em São Paulo por diversos crimes, entre eles feminicídio (assassinato de mulher cometido pela condição do gênero feminino da vítima).

De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ), o júri popular vai começar às 13h no plenário 8 do Fórum Criminal da Barra Funda, Zona Oeste da capital. Em princípio, a audiência só foi reservada para está terça.

Anderson confessou ter esganado Ana após uma discussão em 2 de novembro de 2015 no apartamento onde ela morava, na Zona Sul da capital. O corpo da dançarina só foi encontrado dois dias depois. O administrador foi preso em flagrante e contou com exclusividade ao G1 que matou a ex por ciúmes porque não aceitava o fim do namoro.

“Montei em cima dela e a estrangulei [esganei] com as minhas próprias mãos”, afirmou Anderson naquela ocasião, que, na verdade a esganou. Ele alegou ainda ter tentado se suicidar em seguida, tomando veneno. Atualmente está preso preventivamente na Penitenciária masculina de Tremembé, no interior paulista.

O réu também é acusado de homicídio doloso qualificado, ocultação de cadáver e furto. As qualificadoras do assassinato são meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público (MP), Anderson furtou US$ 700, 80 libras, R$ 800, celular e cartão bancário de Ana.

Júri adiado

No julgamento de crimes dolosos contra a vida, sete pessoas da sociedade serão escolhidas pela acusação e pela defesa do réu para julgar Anderson. Eles votarão se absolvem ou condenam o acusado. Caberá ao juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri, dar a sentença a partir da escolha da maioria dos jurados.

Antes, cerca de dez testemunhas, entre as de acusação e da defesa, serão ouvidas. Em seguida, deverão ocorrer o interrogatório do réu e os debates entre Promotoria e Defensoria. Somente após essas etapas é que o conselho de sentença se reúne numa sala para votar.

O julgamento de Anderson deveria ter ocorrido no dia 17 de agosto, mas a Justiça atendeu ao pedido da defesa do acusado e adiou o júri. A alegação da Defensoria Pública era de que uma testemunha importante faltou.

G1 não conseguiu localizar o defensor responsável pela defesa do réu. A reportagem também não localizou o representante do MP, o promotor Miguel Angelo Ciavarelli Nogueira dos Santos, e os parentes da vítima para comentar a acusação.

Após isso, os jurados se reúnem para votar se Anderson é culpado ou inocente e ainda se deve ser condenado ou absolvido. A sentença, com a pena ou não, sempre será do magistrado.

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