Mais uma vez o Estado do Rio não cumpre suas promessas

Mais uma vez o Estado do Rio de Janeiro não cumpriu sua promessa e não pagou os servidores que estão com os salários atrasados em 4 meses. A desculpa da vez é que o empréstimo federal não foi liberado.

PROMESSA FEDERAL

Após mais de um mês de negociações, o Estado do Rio está mais próximo de ter o aval da União para receber o empréstimo de R$ 2,9 bilhões do banco BNP Paribas, e assim pagar o que deve a boa parte dos seus servidores. Segundo o governador Luiz Fernando Pezão, o Ministério da Fazenda já encaminhou o parecer final do contrato com o aval a operação. Últimos detalhes estão sendo finalizados e devem ser concluídos no fim de semana.

Ainda segundo Pezão, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já informou que o contrato será assinado nos próximos dias.

— Está tudo pronto, só faltam detalhes finais. O ministro (Henrique) Meirelles já pediu data para a solenidade — disse Pezão, que completou:

— Deve acontecer na segunda ou na terça.

A solenidade será realizada em Brasília, semelhante à que marcou a adesão do Rio de Janeiro ao Regime de Recuperação Fiscal. Procurado, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou.

A tendência é que a publicação do contrato no Diário Oficial da União aconteça no dia seguinte a solenidade. A partir da publicação, serão necessários três dias úteis para a liberação de parte do valor do empréstimo. O Rio tem direito a receber R$ 2 bilhões na primeira parte do pagamento.

O governo sustenta que o valor a ser recebido de imediato será suficiente para pagar o que deve sobre os salários mensais — o Estado deve parte de setembro e outubro —, do 13º de 2016 e sobre gratificações.

ENTENDA O CASO

Após muitas promessas o governo do Rio, ameaçado pela Justiça, definiu quando vai pagar os servidores que estão com salários atrasados há 3 meses. O governo estadual pagará, nesta quinta-feira, uma parcela de R$ 4.428 referente ao salário de setembro a mais de 60 mil servidores. A informação foi confirmada à Coluna pelo governador Luiz Fernando Pezão.

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