Tiroteio na Champs-Élysées, em Paris, deixa policial e atirador mortos

Um tiroteio ocorreu na Champs-Élysées, mais famosa avenida parisiense, nesta quinta-feira (20). Um policial morreu e o suspeito de ser o atirador também foi morto. Uma investigação de terrorismo está em andamento e o Estado Islâmico reivindicou a ação.

O sindicato de policiais Unité SGP Police chegou a anunciar a morte de um segundo policial, mas um porta-voz do Ministério Interior disse em seguida que ele não havia morrido. Há dois policiais seriamente feridos, além do que morreu.

O porta-voz do Ministério do Interior, Pierre-Henry Brandet, disse que uma arma automática foi usada para disparar contra os policiais. “Uma arma automática foi usada contra a polícia, uma arma de guerra”, disse Brandet a repórteres.

Segundo a agência AFP, uma operação estava em curso na madrugada desta sexta-feira no subúrbio de Seine-et-Marne, onde morava o atirador, que, de acordo com fontes judiciais, tinha 39 anos e nacionalidade francesa.

Como foi o tiroteio

Um sindicato policial disse que um homem num veículo atirou contra uma viatura policial que estava parada num farol vermelho na avenida. Uma testemunha contou que um suspeito saiu do carro e começou a disparar com um “kalashnikov”, dando a entender que o atirador portava uma arma similar a um fuzil.

“Eu saí da loja Sephora e estava andando pela rua até onde um Audi 80 estava estacionado. Um homem saiu e abriu fogo com um kalashnikov contra um policial”, disse Chelloug, um assistente de cozinha, à Reuters.

“O policial caiu, ouvi seis tiros. Eu fiquei com medo, tenho uma menina de dois anos e pensei que ia morrer … Ele atirou diretamente no policial”, acrescentou.

A correspondente da GloboNews Bianca Rothier, que está na França, informa que o caso ocorreu por volta das 21h locais na altura do número 104 da avenida.

Estado Islâmico

Rita Katz, diretora do SITE Intel Group, uma organização de monitoramento de extremistas, informou que a agência Amaq, do Estado Islâmico, anunciou que a ação em Paris foi executada por um “guerreiro” do grupo terrorista que chamaria Abu Yusuf al Belijki (“o belga”).

“Esta reivindicação é diferente da maioria das outras da Amaq, indicando que o EI tinha familiaridade com o atacante e, possivelmente, do ataque que viria”, analisa a especialista.