Biógrafo defende revelação de histórias de Obama com sexo e drogas

Com quase 1.500 páginas, a nova biografia que conta os anos de Barack Obama antes da Presidência dos EUA revela muito mais do que política, ambição e família. Vencedor do Pulitzer ao contar a história de Martin Luther King, o historiador David Garrow mostra na nova obra, lançada este mês, detalhes da vida sexual do ex-presidente enquanto jovem, período em que também consumia cocaína esporadicamente. Questionado sobre o fato de que estaria sendo invasivo, ele garantiu que está apenas cumprindo seu papel de historiador.

A imprensa americana vem destacando trechos de “Rising star” (Estrela em ascensão, em tradução livre, ainda sem edição no Brasil), que citam detalhes sexuais sobre Obama. Num dos casos, cita uma das entrevistas por Garrow, uma ex-namorada de Obama, Genevieve Cook. O livro cita o diário dela, falando de como os dois faziam sexo e também consumiam cocaína (Obama nunca negou ter usado a droga).

“Todas estas f* eram muito mais que desejo. Fazer amor com Barack, tão quente e relaxado mas profundo, relaxado e amoroso, me fazia me abrir”, diz Genevieve, que cita que Obama também “cheiraria uma carreira de cocaína a cada cinco cheiradas pelos outros”, ao falar dos amigos que consumiam a droga recreativamente.

Genevieve é três anos mais velha que Obama. O relacionamento dos dois ocorreu em 1983, quando a filha de um diplomata australiano era aluna da Universidade de Columbia.

Mas o livro também joga revelações sobre Sheila Miyoshi Jager, hoje professora da Oberlin College, ex-namorada de Obama que aparece recorrentemente em “Rising star”. O relacionamento dos dois é descrito como “prolongado e dolorido”.

“Barack é uma pessoa muito sexual e sensual. O sexo foi uma parte importante da nossa vida”, relatou ela a Garrow.

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No inverno de 1986, Obama pediu Sheila em casamento. Os pais dela se opuseram, menos por razões raciais (ele pareceu para os pais “com um garoto branco de classe média”, disse um amigo da família) do que pela preocupação com as perspectivas profissionais de Obama e porque sua mãe pensou que Sheila, dois anos mais nova Obama, era muito jovem, cerca de 23 anos. “Ainda não”, respondeu Sheila. Mas eles ficaram juntos.

No início de 1987, quando Obama tinha 25 anos, ela sentiu que ele parecia ter ficado muito ambicioso, vislumbrando se tornar presidente. As discussões sobre um eventual casamento acabaram dando a lugar a questões raciais, segundo o autor. Garrow afirma que Obama começou a se identificar cada vez mais com as causas negras.

“A resolução de sua identidade negra estava diretamente ligada a sua decisão de buscar uma carreira política”, afirmou Sheila, enxergando que a situação do casal acabou se tornando “uma tormenta”, com brigas presenciadas por amigos que acabavam em sexo.

Questionado pelo diário israelense “Haaretz” sobre as citações a sexo e drogas , que renderam críticas na imprensa política americana, Garrow se defendeu:

— O diário de Genevieve e suas memórias e as de Sheila são o que são. Meu trabalho como historiador é recontar o que elas acreditavam ser importante. E nem eu e nem elas podem controlar os jornalistas de tabloides que estão tão preocupados com sexo e pouco interessados em seu histórico político — rebateu Garrow.

O livro também joga luz sobre alguns fatos pouco conhecidos da história do ex-presidente, como a dúvida se ele adotaria como nome oficial para tentar uma disputa ao Senado Barry (seu apelido de infância) ou Barack Obama. Ele chegou a conduzir uma pesquisa para determinar qual nome seria mais bem aceito pela população. Mesmo com Barry tendo melhores resultados, ele optou pelo nome de nascença.
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