A vergonha alheia da Câmara dos Deputados

Eu estou no jornalismo há muitos anos e creio que já passei de 1000 editoriais com temas sobre política. E aos 45 anos de idade, eu estou começando a ficar cansado de repetir a mesma história. Parecem bordões ou mantras repetidos à exaustão, mas é a realidade de nossa história, é a realidade de nosso país e de nossa classe política.

A sessão da câmara que livrou Michel Temer de sua segunda denúncia, é por si só, um crime comum e uma afronta aos cidadãos e eleitores de bem. Foram 12 bilhões em emendas para que os Deputados livrassem a cara de um presidente que tem a pior aprovação da população em toda a história global. É isso mesmo, ele tem a pior aprovação de um presidente em todo o mundo. Ao redor do planeta, não tem ninguém tão mal avaliado como Michel Temer. Ele venceu até os ditadores. Quem disse isso foi a pesquisa Gallup e Ibope.

Conchavos, trocas de favores, liberação de emendas, perdão de dívidas, proposta de trabalho escravo para agradar a bancada ruralista e muita distribuição de pizza, fazem parte do enredo que livrou Michel Temer.

Uma vergonha!

Esse é o menor editorial que já escrevi, pois estou me sentindo enojado da classe política, e em especial da bancada evangélica que se vendeu e votou a favor de Temer. Não vou citar nomes, não é porque tenho medo de processos -Ai ai, ui ui, que medá… – mas porque eles não merecem nem serem citados. Por eles eu sinto nojo e vergonha alheia. Até me faltam palavras e inspiração para escrever e expressar toda a minha repulsa e indignação.

Mas vou fazer questão de que nas vésperas das próximas eleições cada eleitor lembre dos nomes daqueles que se venderem por um prato de lentilha. Em especial, os pastores evangélicos e deputados.

Eu gostaria que as letras emitissem sons, para poder berrar aos quatros cantos da terra: VERGONHA!

Léo Vilhena
Editor da Rede GNI
Jornalista e Comentarista Político

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